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Avaliação da velocidade de crescimento, produção e germinação de escleródios de Sclerotinia e Sclerotium a diferentes temperaturas.


M. Rigotti 1 & L. M. A. Bacchi 2. FCA/UNESP, CP 237, 18610-307, Botucatu – SP1; FCA/UFGD, CP 533, 79.804-970, Dourados – MS2.

 Resumo: O aquecimento através da solarização tem sido uma alternativa viável, eficiente e de baixo custo para o controle de pragas e doenças de solo. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de três temperaturas no controle dos fungos fitopatogênicos de solo. No laboratório de fitopatologia, da Faculdade de Ciências Agrárias da UFMS, foi realizada a multiplicação, a avaliação da velocidade de crescimento micelial, da produção de escleródios e da germinação dos escleródios dos fungos Sclerotium, tendo como hospedeiros soja e feijão, e Sclerotinia da alface e feijão a temperaturas de 25ºC, 35ºC e 45ºC. O crescimento micelial dos isolados não foi afetado na estufa a 25ºC, a 35ºC a Sclerotinia de alface não apresentou crescimento micelial enquanto a Sclerotinia de feijão teve crescimento médio. O Sclerotium de feijão e da soja e a Sclerotinia de alface produziram escleródios na estufa a 25ºC, e somente a Sclerotinia de feijão não produziu escleródios nesta temperatura. Na estufa a 35ºC somente o Sclerotium de soja produziu escleródios, mas com tamanho reduzido em relação a estufa de 25ºC. Não houve crescimento micelial e nem germinação de escleródios quando submetidos a temperatura de 45ºC.

Palavras-chave: Lactuca sativa, alface, Phaseulus vulgaris, feijão, Glicine max, soja, Sclerotinia sclerotiorum e Sclerotium rolfsii.

INTRODUÇÃO
Sclerotinia e Sclerotium são fungos fitopatogênicos importantes que provocam doenças conhecidas como mofo branco ou podridão do caule, sobre uma grande variedade de culturas. Estes patógenos são conhecidos por infectar um grande numero de espécies de plantas, várias plantas daninhas também são hospedeiras e podem desempenhar um importante papel no ciclo da doença. Estes fungos possuem habilidade de competição saprofítica produzindo estruturas de resistência e por isso podem permanecer no solo na forma de escleródios (Purdy, 1979, citado por Ethur, 2005), e também possuem populações resistentes a fungicidas (Gossen et al., 2001, citado por Ethur, 2005). O aquecimento através da solarização tem sido uma alternativa viável, eficiente e de baixo custo para o controle de pragas e doenças de solo. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de três temperaturas no controle dos fungos fitopatogênicos Sclerotinia e Sclerotium.

MATERIAL E MÉTODOS
Local: Laboratório de Fitopatologia da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Dourados.
Período: Julho de 1996 a setembro de 1996.
Método utilizado: No laboratório de fitopatologia, da Faculdade de Ciências Agrárias da UFMS, foi realizada a multiplicação, a avaliação da velocidade de crescimento micelial, da produção de escleródios e da germinação dos escleródios dos fungos Sclerotium, tendo como hospedeiros soja e feijão, e Sclerotinia da alface e feijão a temperaturas de 25ºC, 35ºC e 45ºC.

RESULTADOS
O crescimento micelial dos isolados não foi afetado na estufa a 25ºC, a 35ºC a Sclerotinia de alface não apresentou crescimento micelial enquanto a Sclerotinia de feijão teve crescimento médio. O Sclerotium de feijão e da soja e a Sclerotinia de alface produziram escleródios na
estufa a 25ºC, e somente a Sclerotinia de feijão não produziu escleródios nesta temperatura. Na estufa a 35ºC somente o Sclerotium de soja produziu escleródios, mas com tamanho 2 reduzido em relação a estufa de 25ºC. Não houve crescimento micelial e nem germinação de escleródios quando submetidos a temperatura de 45ºC.


Figura 1. Número de escleródios produzidos pelos fungos Sclerotinia e Sclerotium a 25ºC.



Figura 2. Número de escleródios produzidos pelos fungos Sclerotinia e Sclerotium a 35ºC.



DISCUSSÃO
O conhecimento apresentado neste trabalho deixa evidente que altas temperaturas podem influenciar no desenvolvimento de fungos fitopatogênicos, apresentando grande potencial para utilização da solarização do solo.

REFERÊNCIA
Ethur, L. Z. et al. 2005. Fungi antagonic to Sclerotinia sclerotiorum on cucumber grown in greenhouse. Fitopatol. bras., Brasília, v. 30, n. 2.