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Compostagem

 

A compostagem é um processo bio oxidativo controlado, que em condições adequadas de umidade, produz a degradação de resíduos heterogêneos por ação de uma flora microbiana variada. Durante a compostagem, os microrganismos degradam aerobicamente parte da fração orgânica a dióxido de carbono, água e sais minerais e outra parte sofre um processo de humificação resultando num composto estável que possui características apropriadas para a utilização como biofertilizante. As propriedades do composto final dependem do grau de humificação alcançado durante o processo que, em regra não termina completamente na unidade de compostagem. Segue uma fase de maturação à temperatura ambiente, por vezes no próprio solo, após a aplicação do fertilizante (Vlyssides et al., 1996).

 

É um adubo obtido através da fermentação de restos vegetais e esterco animal. Para a sua confecção são usados restos vegetais de diferentes espécies, como: bagaço de cana; capim; mato roçado; folhas secas; sabugos de milho; restos de culturas; lixo de cozinha sem plásticos, latas e vidros; resíduos da fabricação de farinha; misturados com estercos animais.

 

Os montes de resíduos devem ficar fofos e arejados para facilitar a decomposição resultante da ação conjunta de microrganismos, material orgânico, umidade e oxigênio. Compostagem é um processo natural pelo quais os microrganismos metabolizam materiais orgânicos. Durante esse processo, há uma intensa geração de calor, com temperaturas atingindo até 70ºC no interior da pilha do composto.

 

Como é feito o composto?

 

O composto é feito sobrepondo os resíduos orgânicos, formando-se pilhas ou leiras. A montagem da leira é realizada alternando-se os diferentes tipos de resíduos em camadas com espessura em torno de 20 cm. Por exemplo, forma-se uma camada com restos de capina, acompanhada por outra com restos de cozinha. A seguir adiciona-se uma camada de serragem e depois outra com restos de comida novamente, assim sucessivamente até esgotarem os resíduos. Ou seja, devem-se intercalar as camadas de restos de cozinha e de plantas secas. O tempo que o processo pode levar depende do tipo de resíduos orgânicos utilizados. Intercalar camadas com esterco de qualquer animal é muito interessante, pois o mesmo funciona como inoculo de microrganismos e o processo tende a ser muito mais rápido. A cada camada montada deve-se irrigar sempre. Isso é fundamental para dar condições ideais para os microrganismos transformarem e decomporem os resíduos orgânicos. Com a leira pronta não é necessário molhar até o primeiro reviramento. Caso tenha cinzas disponíveis, essas podem ser colocadas na formação da pilha. A primeira e última camada deve ser de restos de capinas ou outro tipo de palhada.

Fig. 1. Compostagem cercada por tela de arame galvanizado.

 

Outra forma de compostagem consiste em se misturar uniformemente todos os resíduos orgânicos, formando uma pilha e cobrindo com palha. A leira deve ter de 1,2 a 1,5 m de altura, 1,5 a 2 m de largura e comprimento de 2 a 4 m. Mas essas dimensões podem ser alteradas em função da quantidade disponível de resíduos domésticos e do espaço disponível, não se devendo no entanto ter leiras menores que 1,0 m3 (1,0 m de altura x 1,0 m de largura x 1,0 m de comprimento), que dificultam a manutenção da temperatura ideal.

Fig. 2. Montagem da pilha de uma compostagem.