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Controle de Tranzschelia discolor (Fuckel) Tranzschel & Litv ‘in vitro’ com extratos vegetais.

Lorenzetti 1*, E. R; Conceição 1*, D. M.; Bocardo 1, P. J.;Sacramento 2, L. V. S.; Furtado 1**, E. L. 1 Faculdade de Ciências Agronômicas – UNESP – Botucatu; 2 Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNESP – Araraquara. *CAPES **CNPq E-mail: elorenzetti@gmail.com

 

Resumo: Objetivou-se avaliar a inibição da germinação de esporos de Tranzschelia discolor causadora da ferrugem do pêssego, utilizando extratos etanólico e aquoso de plantas medicinais. Os extratos etanólicos foram obtidos pela secagem, moagem das folhas e imersão em etanol 96%, os extratos aquosos foram feitos através da moagem das folhas com água (200g L-1). Os extratos utilizados foram: eucalipto (Comrynbia citriodora), mil-folhas (Achillea millefolium) e melão-de-são-caetano (Momordica charantia) nas concentrações 5, 10, 15 e 20%, a testemunha, um padrão químico e controle com etanol. Os extratos foram incorporados ao meio de cultura agar-água. Uma suspensão de esporos do patógeno foi inoculada ao meio. As placas permaneceram em temperatura de 22°C, no escuro por 24 horas. O padrão químico controlou eficientemente a germinação. Os tratamentos com extratos etanólicos de mil folhas (15 e 20%), melão-de-são-caetano (15 e 20%) e eucalipto (15 e 20%); e extratos aquosos de mil folhas (5%), mostraram controle eficiente da germinação. Nas placas contendo apenas etanol também houve inibição de germinação. Notou-se a presença de bactérias na suspensão de esporos, pois esta foi obtida diretamente da folha, dessa forma as bactérias podem ter exercido efeito inibitório sobre a germinação dos esporos.