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Óleos essencias utilizados no controle ‘in vitro’ de Tranzschelia discolor (fuckel) Tranzschel & Litv, agente causal da ferrugem do pessegueiro.

Lorenzetti, Emi Rainildes 1, 3; Conceição, Danila Monte 1, 3; Bocardo, Paola Jennifer 1,4; Sacramento, Luis Vitor
Silva 2, 5; Furtado, Edson Luiz 1,6. 1 Departamento de Produção Vegetal/Defesa Fitossanitária – Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) – UNESP – Rua: José Barbosa de Barros, nº 1780. CEP: 18610-307 – Botucatu; 2 Departamento de Botânica – Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNESP – Rodovia Araraquara/Jaú Km 1 – CEP: 14801-902 – Araraquara; 3 Mestranda Programa de Horticultura – Departamento de Produção Vegetal/Horticultura – FCA/UNESP. Bolsista Capes;4 Engenheira Agrônoma do Laboratório de Patologia Florestal e Micologia – Departamento de Produção Vegetal/Defesa Fitossanitária – FCA/UNESP; 5 Professor Doutor – Departamento de Produção Vegetal/Defesa Fitossanitária – FCA/UNESP e 6 Professor Doutor – Departamento de Botânica – Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNESP, e-mail:
elorenzetti@gmail.com

 

 

Resumo: No Brasil, a produção de pêssego é baixa quando comparada a outras fruteiras, mas vem ganhando destaque a cada ano. O pêssego produzido no país destina-se ao consumo ‘in natura’ e ao processamento industrial dessa fruta em calda. Um dos fatores limitantes para a produção de pêssego é a alta ocorrência de doenças, estando entre elas a ferrugem do pessegueiro, tendo como agente causal o fungo Tranzschelia discolor (Fuckel) Tranzschel Litivinov. Quando a incidência é severa, ocorre a queda prematura das folhas, debilitando os ramos de frutificação. A queda de folhas afeta o equilíbrio fisiológico das plantas, podendo levar a ocorrência de duas florações anuais. Em regiões mais quentes a doenças é favorecida pelas condições climáticas e medidas de controle mais eficientes e menos agressivas ao ambiente são necessárias. Uma das formas de controle que vem sendo muito explorada pela agricultura orgânica é a utilização de extratos e óleos essenciais. Trabalhos realizados com condições “in vitro” podem ser empregados como subsídio para utilização destes óleos no controle da doença em campo. Assim, o presente projeto objetivou avaliar o emprego de óleos essenciais de plantas medicinais sobre a germinação de esporos de Tranzschelia discolor (FUCKEL) TRANZSCHEL & LITV, agente causal da ferrugem do pessegueiro. Os óleos essencias utilizados foram de eucalipto (Corymbia citriodora), palma rosa (Cymbopogon martini), cravo (Syzigium aromaticum), menta (Mentha spp.) e limão (Citrus limonum) nas concentrações 0,01; 0,02%; 0,03% e 0,04%. Estes óleos foram obtidos através de hidrodestilação com aparelho clevenger. Para a incorporação dos óleos ao meio de cultura ágar-água foi empregado o detergente tween 80. Além dos óleos os tratamentos constaram de uma testemunha (apenas com o meio de cultura) e um padrão químico utilizando o fungicida mancozeb. Cada tratamento consistiu de quatro repetições. Uma suspensão de esporos do patógeno, coletados de folhas infectadas de pessegueiro, foi elaborada e misturada ao meio.
Após a inoculação, as placas permaneceram em temperatura de 22°C por 24 horas, sendo então avaliadas. Realizou-se a contagem de 50 esporos com auxílio de microscópio óptico. Todos os óleos essenciais utilizados e o padrão químico apresentaram controle eficiente da germinação dos esporos do fungo em relação à testemunha. Entre as concentrações empregadas não houve diferença significativa dentro dos tratamentos.