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Potencial da solarização do solo em Dourados - MS. Potential of soil solarization in Dourados - MS.

M. Rigotti1, L. M. A. Bacchi 2 & P. P. P. Peixoto 2 . FCA/UNESP, CP 237, 18610-307, Botucatu - SP1; FCA/UFGD, CP 533, 79.804-970, Dourados - MS2 .
 


Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a viabilidade da solarização no controle de patógenos de solo causadores de doenças. Na Faculdade de Ciências Agrárias da UFMS, foi conduzido ensaio para avaliação da temperatura do solo a diferentes profundidades, os canteiros foram irrigados até atingirem a umidade de capacidade de campo para o solo utilizado, pois a água é um excelente meio de transferência de calor no solo. Optou-se por solarizar um canteiro de 2,25m2e uma caixa plástica enterrada no solo, outro canteiro não recebeu solarização. Geotermômetros foram instalados às profundidades de 2, 5, 10 e 15cm e as temperaturas tomadas às 07:30, 09:30, 11:30, 13:30 e 15:30 horas, no período de 12 de julho a 27 de setembro de 1996. Quando coberto com plástico, o solo atingiu temperaturas superiores ao solo não coberto, sendo a diferença de temperatura na magnitude de 2 a 12ºC, em função da nebulosidade e da umidade do solo. O numero de dias com temperaturas iguais ou superiores a 35ºC foi igual para os dois tratamentos solarizados, sendo superior ao numero de dias em que se atingiu esta temperatura no solo não coberto. Nos tratamentos com cobertura plástica a temperatura de
45ºC foi observada até a profundidade de 10cm. A aplicação da solarização do solo na região de Dourados é viável no controle de fungos fitopatogênicos.

Palavras-chave: Solarização do solo, patógenos de solo, controle alternativo de doenças.

INTRODUÇÃO
Entre os métodos para o controle de fitopatógenos do solo, a solarização desenvolvida por Katan vem sendo utilizada como alternativa viável, pois são técnicas de uso simples, que não envolvem o emprego de produtos químicos e que têm possibilidade de aplicação em sistemas de manejo integrado (Baptista et al., 2007). O aquecimento das camadas de solo induz processos microbianos que promovem o controle de fitopatógenos, de forma a alterar a microbiota em favor de antagonistas, tornando o solo supressivo (Katan & DeVay, 1991 citado por Ghini et al., 2002). O objetivo deste trabalho foi avaliar a viabilidade da solarização, cobertura do solo com plástico transparente, no controle de patógenos de solo causadores de doenças.

MATERIAL E MÉTODOS
Local: Campus da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Dourados.
Período: Julho de 1996 a setembro de 1996.
Método utilizado: Na Faculdade de Ciências Agrárias da UFMS, foi conduzido ensaio para avaliação da temperatura do solo a diferentes profundidades. Os canteiros foram irrigados até atingirem a umidade de capacidade de campo para o solo utilizado, pois a água é um excelente meio de transferência de calor. Optou-se por solarizar um canteiro de 2,25m2 e uma caixa plástica enterrada no solo, outro canteiro não recebeu solarização. Geotermômetros foram instalados às profundidades de 2, 5, 10 e 15cm e as temperaturas tomadas às 07:30,
09:30, 11:30, 13:30 e 15:30 horas, no período de 12 de julho a 27 de setembro de 1996.



RESULTADOS
Quando coberto com plástico, o solo atingiu temperaturas superiores ao solo não coberto, sendo a diferença de temperatura na magnitude de 2 a 12ºC, em função da nebulosidade e da umidade do solo. O numero de dias com temperaturas iguais ou superiores a 35ºC foi igual para os dois tratamentos solarizados, sendo superior ao numero de dias em que se atingiu esta temperatura no solo não coberto. Nos tratamentos com cobertura plástica a temperatura de 45ºC foi observada até a profundidade de 10cm.

DISCUSSÃO
A aplicação da solarização do solo na região de Dourados é viável no controle de fungos fitopatogênicos.

REFERÊNCIAS
Baptista, M. J. et al. 2007. Pesq. agropec. bras., Brasília, v.42, n.7, p.933-938.
Ghini, R. et al. 2002. Pesq. agropec. bras., Brasília, v. 37, n. 9, p. 1253-1261.