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Propagação da videira

Dias, J. P. T. (diasagro@fca.unesp.br)Unesp – FCA (Botucatu-SP), Dep. Prod. Vegetal (Horticultura), Caixa Postal 237 – CEP 18610-307. 

            A videira pertence à família Vitaceae e ao gênero Vitis. No Brasil a produção de uva chegou a 1.352.913 ton. e uma área colhida de 76.982 ha (Agrianual, 2009). A fruta é utilizada como matéria-prima pela indústria de enologia, no fabrico de sucos, doces, geléias e para consumo in natura.

É condição fundamental para o sucesso de um empreendimento vitícola que, na implantação dos vinhedos, se utilize mudas ou materiais de propagação de origem confiável, livre ou resistente à doenças transmissíveis pelo material de propagação (Ren; Lu, 2002; krawitzky et al., 2008), especialmente as viroses, além de garantir a identidade varietal (Kuhn; Farjado, 2004), resistência a intempéries climáticas como  frio muito elevado e qualidade da uva (Zhang et al., 2009).

A videira pode ser propagada por sementes, enxertia e cultura de tecidos, além disso, (NORTH CAROLINA COOPERATIVE EXTENSION SERVICE, 2009) relata estaquia, estaquia herbácea, mergulhia e alporquia.

Recomenda-se o uso de sementes somente para o melhoramento genético, pois as plantas apresentam alta segregação e características desuniformes.

 Muitos pomares foram constituídos por plantas oriundas de pé franco (sobre as próprias raízes), porém atualmente não se aconselha essa forma de propagação. Com o aparecimento do inseto-praga conhecido como Filoxera (Daktulosphaira vitifoliae (Fitch, 1855)) tornou-se impossível continuar cultivando a videira de pé-franco na maioria das regiões vitículas do mundo, tendo como operação obrigatória a enxertia em porta-enxertos resistentes à praga (Souza, 1996; NACHTIGAL, 2001).

            Pacheco (1998) relata que pode ser comumente propagada por métodos vegetativos como estaquia e enxertia, os quais apresentam resultados satisfatórios principalmente para espécies de difícil enraizamento como, por exemplo, a uva muscadínia (Vitis rotundifolia Michx.). Denega et al. (2007) destaca que há uma variação sazonal no enraizamento de estacas de cultivares desta espécie. Em V. rotundifolia Michx. cv. Topsail a dificuldade de enraizar pode ser devido à presença de barreiras anatômicas por manter calotas de fibras no floema primário e pela presença de floema secundário reduzido com faixas radiais de fibras (MAYER et al., 2006).

            Souza et al. (2004) trabalhando com porta-enxerto SO4 verificaram que a sobrevivência e o desenvolvimento vegetativo foram proporcionais ao aumento do número de gemas das estacas.

Quando a estaquia é realizada nos períodos quentes do ano, o enraizamento é normalmente é muito satisfatório, porém no inverno esta porcentagem tende a cair de modo significativo, podendo-se utilizar reguladores vegetais.

Reguladores vegetais são substâncias produzidas artificialmente, que atuam no crescimento e desenvolvimento das plantas de forma semelhante à hormônios vegetais, Taiz; Zeiger (1991) sintetizados em pequenas concentrações e que agem em diferentes locais nas plantas, Taiz; Zeiger (2004). Por exemplo, auxinas sintéticas são utilizadas comercialmente para promoção do enraizamento em estacas de plantas com dificuldade de enraizar como: ácido indol-3-butírico (IBA), ácido naftaleno-acético (NAA).

Smart et al. (2003) relatam que alguns fatores contribuem para a complexidade do mecanismo de enraizamento como: nível endógeno de reguladores vegetais nas plantas, a extensão e duração da dormência, o armazenamento e transporte de carboidratos, a presença ou ausência de dormência das gemas e tratamentos subseqüentes. Além disso, em algumas frutíferas e ornamentais, existe um sistema de enraizamento que possui uma camada de tecido de esclerênquima que mecanicamente bloqueia a protusão de raízes formadas (Sachs et al.,1964).

Trabalhando com nove cultivares de Vitis rotundifolia, Denega et al. (2009) concluiu que o IBA não aumentou o enraizamento das estacas, chegando em diversas cultivares a diminuir, mesmo resultado alcançado por Villa et al. (2003) e Biasi; Boszczowski (2005). Entretanto, Sozim e Ayub (2006), Portz et al. (2005), Amaral et al. (2008) recomendam IBA e um bom substrato que propicie boas condições físicas e químicas para se ter bons resultados.

A associação de regulador vegetal e calor na base da estaca propiciaram bons resultados, como observado por Ederton et al. (2002) e sacarose, Chalfun et al. (2002).  Botelho et al. (2005) estudando o enraizamento do porta-enxerto 43-43 (Vitis vinifera x Vitis rotundifolia) notaram que os melhores resultados de enraizamento (92,0 %) e brotação (84%) ocorreram na ausência de IBA e Paclobutrazol. Entretanto, estudos mostram que existe uma grande variabilidade no enraizamento de cultivares de porta-enxerto (Abu-Qaoud, 1999).

Castro et al. (1994) mostraram que estacas basais tratadas a frio e associadas ao regulador vegetal Exuberona tiveram os melhores resultados na propagação de V. rotundifolia Michx.

            A videira pode ser propagada por enxertia de diversos tipos como: borbulhia (T normal; T invertido e em placa ou escudo) e garfagem, sendo esta, a mais utilizada.

A garfagem consiste em um tipo de enxertia onde se fixa um pedaço de ramo (garfo) no caule de outra planta (cavalo), de forma que o lenho das duas plantas possa se fundir e desenvolver o ramo da planta enxertada. Tanto o garfo quanto o cavalo devem estar com diâmetros compatíveis (0,6 a 0,8 mm) para facilitar o método de enxertia e o pegamento do mesmo. Trabalhando com enxertia verde, Roberto et al. (2004) reduziram de cinco à seis meses o tempo necessário para a produção de mudas de videira ‘Rubi’ em casa de vegetação.

Os porta-enxertos devem ser aparados a uma altura de 20 a 30 centímetros, efetuando-se um corte longitudinal de três centímetros ao longo do caule. No “garfo”, deve ser feito dois cortes longitudinais convergentes de três centímetros formando uma cunha. A seguir, deve ser introduzido o garfo dentro da fenda do porta-enxerto, fixando-o com um fitilho de plástico, envolvendo toda área do corte. Para evitar o ressecamento e queimaduras pelo sol, aconselha-se envolver a região com uma sacola plástica. Retirando-se o plástico, quando a brotação do enxerto estiver bem desenvolvida.

Em muitos países, a produção de mudas em grande escala, com baixo custo, alto rendimento (2000 enxertos/homem/dia) e rapidez na formação da muda (Fig. 1 e 2) têm sido conseguido com a enxertia de mesa, feita com o auxílio de máquinas de enxertia manual (NACHTIGAL, 2001).

Figura 1: Muda de raiz nua feita por enxertia de mesa.

Foto: João Paulo Tadeu Dias

 

Figura 2: Muda brotada feita por enxertia de mesa.

Foto: João Paulo Tadeu Dias

                      

A micropropagação é uma técnica que consiste na multiplicação através de cultura de tecidos, ou seja, “in vitro” de ápices caulinares e gemas axilares. Possibilita grande estabilidade genética, com manutenção de características importantes como resistência à adversidades, porém não é uma técnica utilizada de forma comercial.

Diversos estudos têm surgido neste contexto, como: indução de calos e embriogênese somática em cultura de óvulos imaturos (Xu et al., 2005), regimes hormonais diversos (Sajid et al., 2006), meios de cultura na microprogação (Machado et al., 2007; Nali et al., 2005), utilização de fragmentos de ápice (Salami et al., 2005), épocas diferentes para produção de mudas (Namli et al., 2007), indução de calos e enraizamento (Jaskani et al., 2008) protocolo para micropropagação (Mhatre et al. (2000).

            O método de propagação in vitro de Vitis em grande escala refere-se à multiplicação de um clone específico que permanece inalterado, onde suas características básicas biológicas, fisiológicas e hortícolas são preservadas (CHEE et al. 1984). Mitsuo et al. (1987) cultivando pontas de rebentos verificaram que a porcentagem de células anormais, neste tipo de propagação, foi de aproximadamente 1%.

A cultura de meristemas de videira associada ao uso de reguladores vegetais, Passos et al. (1985), também aparece como técnica promissora. A 6-Beziloaminopurina (BAP) tem se mostrado importante para a resposta organogênica in vitro para diversas cultivares, Dzazio et al. (2002); Nali et al. (2008). Klenco et al. (2005) e Ergenoglu, Gök (1997) promoveram a regeneração de cultivares de uvas, a partir de células suspensas através de embriogênese somática em meio líquido contendo ácido indol-3-acético e 6-Benziladenina. Poudel et al. (2005) verificaram que as citocininas propiciaram maior estabelecimento das plantas, maior proliferação e tamanho de brotos e a auxina (IBA) maior número e comprimento de raízes.

            A descrição de protocolos de micropropagação e regeneração se mostram apropriadas para determinadas cultivares, entretanto, a larga variabilidade observada entre cultivares de Vitis vinifera indicam que a eficiência das técnicas in vitro são extremamente dependentes do genótipo, permitindo a seleção de cultivares de alta performance (Péroz et al.,1998; Borghezan et al., 2003) e rapidez no processo (GRAY e KLEIN, 1987).

            Bernd et al. (2007) a partir de gemas axilares em meio contendo BAP, induzindo multiplicação e produzindo brotos, que posteriormente foram transferidos para meio de cultura contendo NAA, conseguiram 100 % de enraizamento. Já, Biasi et al. (1998) conseguiram bons resultados com segmentos nodais, isento de reguladores de crescimento, por meio do seccionamento das plantas já estabelecidas in vitro em segmentos com uma folha.

           

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